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Jameela Jamil revela que fez aborto quando era mais jovem e declara: “Melhor decisão”

Jameela Jamil é conhecida por ser muito sincera nas redes sociais; além de já ter falado abertamente sobre os problemas que sofreu em relação ao próprio corpo, como anorexia, a inglesa advoga há tempos pela aceitação e autoestima — tendo inclusive criado um perfil no Instagram, @i_weigh, para promover estes tópicos. No entanto, após notícias de que o governador do estado da Geórgia, Brian Kemp, assinou uma lei que restringe abortos no estado às primeiras seis semanas de gravidez, a atriz de “The Good Place” fez algumas publicações nas redes sociais para contar uma experiência pessoal.

A estrela começou a falar sobre o assunto, dizendo que a lei anti-aborto era triste, desumana e demonstrava fortemente o ódio às mulheres, além do desrespeito pelos direitos e saúde mental feminina. “É, essencialmente, uma punição para vítimas de estupro, as forçando a gestar o bebê do estuprador”, afirmou.

Jameela também contou sua própria experiência com o tema. “Eu fiz um aborto quando era nova, e foi a melhor decisão que eu já tomei”, escreveu no Twitter. E acrescentou: “Para mim, e para o bebê que eu não queria e não estava preparada para ter, emocionalmente, psicologicamente e financeiramente. Tantas crianças acabam em casas de acolhimento. Tantas vidas são arruinadas. É muito cruel”. 

Em seguida, Jameela precisou esclarecer que sua mensagem não tinha intenção de falar mal dos lares que recebem os jovens: “Um P.S.: isso não é uma ofensa a TODAS as casas de acolhimento. Eu fico admirada com pessoas que acolhem crianças em necessidade de uma família e uma casa: mas se a Geórgia ficar cheia de crianças que não são desejadas ou que necessitam de cuidado, será difícil de achar casas de acolhimento ótimas para todos”. 

A atriz ainda adicionou que a lei anti-aborto é “especialmente direcionado àquelas que não tem condições financeiras de mudar de estado. Mulheres que são marginalizadas, pobres ou incapazes, serão, como sempre, as que mais sofrerão [com isso]. As ricas terão muito mais liberdade”. 

Quando começou a receber críticas por sua confissão, Jameela usou o Instagram para responder, em caps lock: “Eu não dou a mínima para o que você pensa da minha decisão! Minha decisão. Meu corpo. Minha escolha”. A mensagem veio acompanhada de um print de seu primeiro tuíte. “Eu estou tão impressionada que o nosso mundo não está apenas atrás, mas está voltando etapas. Isso fere o meu coração de tantas maneiras, particularmente como uma vítima de estupro. Eu não posso imaginar ficar grávida e ser FORÇADA PELA LEI a gestar o filho dele, e ver alguém que parece como ele todo dia, caso contrário eu posso pegar a pena de morte?! Como nós ajudamos as mulheres da Geórgia? E da Irlanda do Norte, onde este pesadelo está em andamento”, concluiu.

A menos que seja barrada judicialmente, a lei entrará em vigor em 2020, permitindo aborto apenas se a gravidez colocar em risco a vida da mulher, ou se o feto não for capaz de sobreviver fora do útero. A lei inclui exceções para casos de incesto e estupro, apenas se a mulher preencher um boletim de ocorrência. Na indústria cinematográfica, Jameela não é a única a ficar a se mostrar contra a lei; muitas atrizes já falaram sobre o assunto, como Alyssa Milano e Rachel Evan Wood, e três companhias de produção disseram que não filmarão no estado enquanto a situação não for revertida.

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