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Entrevista: Jão inicia nova fase da carreira com o single “Louquinho” e fala sobre cobrança do público LGBTQ+ com artistas: “Precisamos tomar cuidado, cada um tem um limite”

Ele pode até ser “fraco, frágil e estúpido para falar de amor”, mas, definitivamente, é um mestre quando o assunto é música. Quase quatro anos depois de começar sua carreira com covers repaginados de músicas famosas no YouTube, o cantor Jão se prepara para começar uma fase completamente diferente de tudo que já vimos. Ele lança nesta quarta-feira (10), seu novo single “Louquinho” com a promessa de embalar os corações com a sofrência pop que só ele sabe fazer.

Neste bate-papo exclusivo com a equipe do hugogloss.com, Jão abriu o jogo sobre seus novos planos para a carreira e o que mudou em sua vida desde o sucesso do seu álbum de estreia, o “Lobos”. “‘Louquinho’ ainda não entrega muito o que está por vir, mas dá um bom gostinho. A turnê que eu fiz me modificou muito como artista e nas coisas que eu presto mais atenção. Acho que eu fiquei um pouco viciado na conexão entre mim e os fãs“, revelou.

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No clima do lançamento, Jão que virou crush de grande parte do seu público (quem não fica, né, manas?!), confidenciou que já fez uma maluquice por amor quando era bem novo e isso o marcou até hoje. “Não sei se foi a maior, mas foi a que passei mais vergonha. Eu fiz um poema para uma pessoa que eu gostava e recitei na frente de toda a escola. Até hoje as pessoas lembram e me zoam por isso“, contou.

Sempre presente nas principais paradas musicais, o cantor também contou como foi gravar uma parceria com Ludmilla na faixa “A boba fui eu”, hino que faz parte do novo DVD da artista, o “Hello mundo”. “Eu sempre admirei muito ela e a voz dela. Receber o convite pra gravar com ela foi uma validação muito legal do meu trabalho. Sem falar que ela é muito engraçada!“, disse.

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Em tempos sombrios para a comunidade LGBTQ+, artistas, como Jão, que tem sua sexualidade exposta publicamente acabam sendo muito cobrados por posicionamentos e representatividade. O cantor afirmou que entende a importância de falar sobre o assunto, mas é preciso dosar a pressão para exigir certas atitudes dessas pessoas. “Acho que a gente precisa tomar cuidado com a cobrança. Cada pessoa tem seu limite familiar, psicológico e tem seu tempo para poder falar sobre esse assunto“, ponderou.

Confira nossa entrevista completa com o lobinho mais querido de todos:

HG – Bom, primeiro queremos saber tudo sobre “Louquinho”. O que podemos esperar e o que essa música representa para você e sua carreira?

Jão – Eu acho que “Louquinho” representa um começo do próximo passo, ela não entrega muita coisa do que está por vir, mas dá um gostinho do que eu quero preparar para essa próxima parte da minha carreira. Eu acho que essa turnê me modificou muito como artista e nas coisas que eu presto atenção. Fiquei um pouco viciado na minha conexão com os fãs, então minha cabeça se formatou para pensar em músicas que funcionem dessa maneira no show. Que a gente possa cantar junto, pular e possa ser aquele momento de catarse.

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HG – Seu trabalho sempre refletiu uma carga emocional bem forte baseada em suas experiências passadas. Imagino que hoje em dia vivendo um momento tão feliz, pelo menos profissionalmente, seja um pouco mais difícil compor essas canções de coração partido. O que seus fãs podem esperar do seu trabalho de agora em diante?

Jão – Na verdade, eu acho mais fácil sofrer agora. A gente fica mais sozinho, mais preso ao trabalho e com menos tempo para se dedicar ao coração. Talvez eu esteja sofrendo mais agora do que sofria antes, mas talvez tenha uma ótica diferente sobre o que é sofrer por amor. Então tento aceitar esse fato na minha vida ao invés de lamentar por isso. Aí eu sigo em diante.

HG – Você já ficou louquinho de amor e fez uma maluquice por um crush? Qual foi?

Jão – Não sei se foi a minha loucura maior, mas foi com certeza a que passei mais vergonha. Quando estava no colegial tive uma paixãozinha por uma pessoa que estava tipo uns três anos na minha frente, e aí eu tinha muita vergonha. Um dia criei coragem e fiz um poema, parei toda a escola e recitei para o menino. “Eu sou uma criança e criança sei que sou. Mas nunca se esqueça dessa criança que sempre te amou”. E aí eu fui muito humilhado e todo mundo me zoa até hoje por conta disso.

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HG – Seu trabalho foi descoberto na internet. Hoje, com toda a fama e reconhecimento que você alcançou, como é sua relação com a web? É difícil lidar com os haters, por exemplo?

Jão – A internet teve uma parte fundamental na minha carreira, foi muito democrática. Sou de uma leva de artistas que foram criados pelos fãs, não foi por causa de empresários ou um grupo de investidores. Foram meus fãs que me colocaram na posição de assinar um contrato com uma gravadora e pudesse fazer uma turnê esgotada em todo o país. Hoje, eu me divirto [com os haters] e fico printando coisas que me mandam e fico zoando. Mas eu acho que nem todo mundo leva assim, então tem que ter uma parcimônia, tem que estar preparado para iniciar uma carreira artística nesta era que vivemos hoje. É preciso saber que você não é o que as pessoas falam de você e cada um vai ter uma opinião e uma insegurança para projetar em cima de você.

HG – Recentemente você participou da gravação de “A boba fui eu” com a Ludmilla, uma parceria bem inusitada. Como aconteceu o convite e como foi trabalhar com a cantora?

Jão – Foi muito muito legal. Sempre admirei a Ludmilla, a voz dela e a presença no palco. Já tinha assistido dois shows e sempre amei a forma como ela canta, se porta, dança e comanda tudo. Receber o convite para gravar com ela foi muito massa, uma validação muito legal do meu trabalho. Ela é muito engraçada, eu gosto muito desse jeito dela de parecer que não liga para nada, sabe? Ela tá na dela e respeita o que tá sentindo, se não quiser ela sai e quando quer fica. Foi muito gostoso dividir o palco com uma pessoa que se entrega, que te olha no olho e interage.

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HG – Tem algum artista com quem você sonha em gravar?

Jão – Gostaria de cantar com pessoas muito diferentes e que fossem legais de dividir o palco e para pensar em alguma coisa muito doida. Mais do que cantar com essas pessoas que admiro, eu gostaria de conversar com elas, sabe?! Sentar e ter um tempo de perguntar sobre coisas, pedir opiniões sobre assuntos do mundo e da vida. Hoje eu sonho em cantar com o Elton John e a Rosalía.

HG – Desde o início você sempre foi muito aberto sobre sua sexualidade. A comunidade LGBTQ+ tem cobrado cada vez mais que os artistas se posicionem e tomem partido sobre a luta de direitos. Você sente essa cobrança? Como você tenta abordar essa representatividade no seu trabalho?

Jão – É muito importante que essa discussão seja gerada, principalmente nos dias de hoje. Acho que tem muita gente sendo educada, elucidada e entrando em contato com o assunto e aprendendo sobre respeito. Porém, precisamos tomar um pouco de cuidado com a cobrança também. Cada pessoa tem seu limite familiar e psicológico, também cada um vai ter seu tempo e momento confortável para falar sobre isso. Então, acho que não pode ser uma coisa forçada e tirada de você. Precisa ser natural e que respeite o tempo de cada um.

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HG – Você sempre mostrou ser muito eclético na época dos covers que fazia para a web. Você sente vontade em trazer outros ritmos para o seu trabalho?

Jão – Sempre tento colocar alguma coisa nova no meu trabalho. Sei lá, eu gosto de dar uma misturada. Acho que as pessoas precisam ouvir coisas novas e frescas, então eu quero trazer isso para o meu trabalho. Neste novo trabalho que estou desenvolvendo, uma das faixas a principal referência é uma guitarra de flamenco, um ritmo completamente fora da minha zona de conforto, mas que a gente conseguiu trazer para o meu mundo e deixar com a minha cara. Sempre tô olhando para os ritmos de fora e do Brasil e tentando adaptar alguma coisa.

HG – Você tem alguma grande referência musical para o seu trabalho?

Jão – Eu não tenho muitas referências de estilo ou gênero musical. Tudo que eu ouço influencia meu trabalho, pode ser samba, pagode, rock, pop, axé, reggae, o que for. Qualquer coisa que você ouve se torna algo em que você pensa na hora de construir uma música. Mas, gosto muito de pessoas performáticas. Meus maiores ídolos são pessoas que se eu for no show eu sei que elas vão pegar o microfone e fazer um grande show onde estiverem. Meu olho brilha com os grandes nomes do rock nos anos 1970 e acho que falta muito disso que existia neles nos artistas de hoje em dia.

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HG – Você é super estiloso e cheio de atitude na hora de se vestir, inclusive, super causou com o look usado no MTV Miaw 2019. Como é sua relação com a moda? Você procura ficar ligado nas tendências ou é algo mais instintivo?

Jão –
Acho que é os dois, sempre gostei e achei que os homens sempre exploraram muito pouco, principalmente no mundo da música. Então eu quero explorar, me divertir com as minhas roupas e começar a usar peças que contem uma história e não sejam apenas um ‘banho de grife’. E eu amo que isso esteja despertando algo nos meus fãs, que eles estejam se vestindo de certa forma ou se expressando da maneira que eles querem. Moda ta aí pra gente usar a nossa favor, não apenas para ficar bonito num red carpet e uma premiação. É legal ficar bonito também, eu gosto, mas a moda tá um pouco além disso e dá para usar como uma extensão da minha arte.

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HG – E quais são as novidades para o segundo semestre de 2019?

Jão – Eu sou pessoa muito meticulosa e metódica. Tenho várias notas no celular, todas organizadas por fichas de planos seguintes e metas que quero alcançar. Mas, confesso que estou tentando deixar a vida me surpreender um pouco. Acho que tudo culmina em fazer um show e um espetáculo cada vez melhor. Hoje eu já sonho em cantar num estádio, em uma arena, então vou fazer o que puder para realizar isso.

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