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MasterChef Brasil: Duros demais?! Jurados explicam o porquê do tom usado na hora de criticar os pratos: ‘O público ainda não entende’

3, 2, 1, PARA TUDO! Não precisa nem ser o fã ‘número 1’ de “MasterChef Brasil” pra saber que as alfinetadas dos jurados Paola Carosella, Henrique Fogaça e Erick Jacquin estão sempre presentes nos episódios do reality. Tem gente que se diverte com elas, enquanto outros ficam com aquela dózinha dos participantes.

Os gritos e broncas já são marca registrada do programa, mas ainda deixam alguns telespectadores meio desconfortáveis, que apontam o comportamento dos chefs como “grosseiro”. Eles, entretanto, discordam. Durante uma entrevista coletiva de estreia do “MasterChef – A Revanche”, que estreia na próxima terça (15), os cozinheiros afirmaram que essas atitudes são muito corriqueiras na profissão.

“O público prefere muito mais o personagem (participante) do que a gente, então acha que não é legal, mas é a comida. A gente não tem preferência [por participantes], a minha consciência está tranquila. Se eu disse que é ruim [o prato apresentado], é porque é ruim e ponto final. Nunca me arrependi [do que disse], afirmou Jacquin.

Quando questionados sobre como não desmotivar os candidatos com as críticas, os três não hesitaram em responder que “isso não existe no mundo da gastronomia”. “Vou dizer que a vida é feita de trancos e barrancos e ao participante que ele errou. O cara fez errado, vou ser objetivo, não vou ficar de firula para ele não se sentir ofendido. A vida é porrada, mano”, declarou Fogaça.

Henrique Fogaça, Paolla Carosella e Erick Jacquin. (Foto: Divulgação/Band)

A argentina Paola, por sua vez, explicou que os erros não são perdoados na competição, porque é isso que acontece na vida real. “Nosso serviço é pauleira. Nossa profissão é uma religião, e acho que uma das coisas que o MasterChef trouxe e que [o público] ainda não entende muito é que ele traz em diferentes espaços e momentos, tudo o que acontece no mundo da gastronomia. Eles estão cozinhando lá com tempo, tem que sair agora, a comida tem que ser para agora. Representa muito como é em uma cozinha”, disse.

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Ela complementou seu posicionamento, lembrando momentos de sua carreira. “Desde que estou nessa profissão, fiz as contas e são 29 anos de cozinha – aqui para mim lembra muito mais uma avaliação que o cliente faz ao chef ou para o dono, do que o próprio chef faz para o cozinheiro. Quando desço no salão e alguém desce a lenha no prato que eu fiz, que esqueci de colocar o sal ou que minha sobremesa poderia ser esquecível, essa dureza faz parte da nossa profissão. Aqui é 50 vezes mais mole”, enfatizou. Gente, é muita pressão, né?

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Segundo ela, nenhum profissional será paciente com um cozinheiro que erra constantemente os pratos. “Se você tem um restaurante com 150 lugares, um monte de gente comendo, tem tempo para servir, tem fila de espera para comer, tempo para atender, e o cozinheiro da sua praça erra pela terceira vez, você acha que o chef vai falar: ‘senta aqui comigo que a gente precisa conversar sobre essa salada que você temperou errado’. Não é assim”, concluiu.

Estamos ansiosos! (Foto: Divulgação/Band)

Por fim Jacquin revelou que a sinceridade nas críticas dá o tom do programa. “Por isso que tem emoção. É mais difícil falar a verdade para pessoa, tem mais emoção”, observou. E não se preocupem, porque a nova temporada do reality já está chegando e promete toda essa emoção da qual o francês está falando! “MasterChef – A Revanche” tem estreia marcada para o dia 15 de outubro e você pode conferir a lista completa dos participantes que retornam à disputa, clicando aqui.

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