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Doação de sangue: entenda como um pequeno gesto pode salvar vidas

A doação de sangue vai além de um simples gesto de bondade, ela é um ato de cuidado, amor e respeito pelo próximo. Para o doador, não passa de uma picadinha, mas para o receptor, é a esperança de uma vida melhor e mais digna. Atualmente somente 1,6% da população brasileira realiza as doações recorrentes e isso representa menos do que o mínimo recomendado pela OMS, que é de 3%. Isso significa que há menos pessoas recebendo transfusões ou seja, menos pessoas tendo a possibilidade de uma vida melhor e mais saudável.

Em 2018 vários hospitais brasileiros cancelaram cirurgias não emergenciais por falta de sangue nos hemocentros. Cirurgias de urgência também foram afetadas, já que muitas vezes os tipos sanguíneos não eram compatíveis com os disponíveis.

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Como mudar essa realidade?

A principal ação é desmistificar a doação de sangue, para o doador não faz mal nenhum à saúde, desde que tenham sido seguidas algumas recomendações, que são:

– Ter no mínimo 16 anos (até os 18 anos é necessário autorização dos responsáveis) e no máximo 69 anos;

– Pesar mais de 50kg;

– Doar anualmente 4 vezes (homens) e 3 vezes (mulheres).

Quais situações excluem temporariamente um doador?

– Ter feito tatuagem em menos de um ano;

– Ter feito piercing em região oral ou genital;

– Gestação;

– Período pós-gestacional, sendo 90 dias para parto normal e 180 dias para cesárea;

– Ter dormido menos de 6 horas no período de 24 horas antes doação;

– Procedimento de extração odontológica em menos de três dias;

– Endoscopia em menos de 6 meses;

– Ter recebido uma doação de sangue em menos de um ano;

– Ter sido exposto à situação com risco de infecções sexualmente transmissíveis em menos de 365 dias;

– Ter ingerido bebidas alcoólicas em menos de 12 horas;

– Ter feito algum procedimento cirúrgico em menos de 6 meses.

O que exclui um doador definitivamente?

– Ter tido hepatite após os 11 anos de idade;

– Ter tido malária;

– Ter algum quadro clínico como: hepatite B e C, doença de chagas, HIV positivo (AIDS), doenças do tipo HTLV I e II;

– Uso de drogas injetáveis.

Para mais informações, procure o banco de sangue ou um ponto de coleta da sua cidade.

Como fazer a doação de sangue?

Para fazer a doação de sangue é necessário que o doador tenha se alimentado, mas que a refeição não tenha sido rica em gorduras e caso a doação seja feita após o almoço, são necessárias 2 horas de espera. Assim, cerca de 450ml de sangue serão retirados. Por isso, não são recomendadas atividades físicas por no mínimo 12 horas.

É recomendado que o doador não fume por um período de 2 horas e em alguns hemocentros, para evitar que o doador tenha algum mal estar é oferecido um lanche ou suco para evitar tontura momentânea que a perda de células possa causar.

Doação de sangue e exclusão

Segundo dados da revista Super Interessante, no ano de 2016, cerca de 18 milhões de litros de sangue foram desperdiçados. O motivo? Os hemocentros se recusam a coletar sangue de homens gays para a transfusão, algo considerado um absurdo, pois mesmo com um quadro clínico favorável homens homoxessuais ou bissexuais só tem seu sangue aceito, se não tiverem tido relações sexuais por no mínimo 12 meses. O mesmo não é considerado para mulheres que tenham praticado sexo anal. Assim, difundindo ainda mais o preconceito sobre a saúde da população LGBTQI+ e o estereótipo de que apenas homens gays e bissexuais podem ser contaminados com o vírus HIV. Isso além de antiético, é um desserviço para a saúde da população, que não conhece os meios de transmissão de DST’s.

Progresso

Em julho de 2019 o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte determinou a proibição da recusa a receber doação de sangue de doadores gays, isso é um avanço para as questões de saúde pública e os direitos humanos, pastas que deveriam andar juntas.

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