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Sente azia, queimação ou ardor no peito? Pode ser refluxo!

A doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) pode ocorrer em todas as faixas etárias e em ambos os gêneros. No Brasil estima-se que sejam mais de 20 milhões de pessoas com DRGE e o problema é responsável pela maior parte das consultas ao gastroenterologista. O refluxo exige cuidados complexos e determina um alto nível no diagnóstico e tratamento.

A história clínica e resposta ao uso de medicamentos são insuficientes para concluir o diagnóstico de DRGE. Contudo, o diagnóstico e tratamento medicamentoso, em muitos casos, são realizados de forma empírica, e o diagnóstico de certeza pode estar indicado em casos refratários ou associado a complicações.

Conversamos com o Dr. Thiago Souza, gastroenterologista do Instituto EndoVitta, que conta quais são os principais sintomas e os tratamentos mais indicados. Veja a conversa: 

É normal ter refluxo?

O refluxo gastroesofágico pode se manifestar em todas as pessoas – incluindo crianças e bebês – e pode ser considerado normal quando não há sinais e sintomas. Em bebês até 1 ano de idade é muito comum e na maioria dos casos desaparece com o crescimento.

Na DRGE o conteúdo do estômago, incluindo a secreção ácida e alcalina, retornam para o esôfago e provoca inflamação no esôfago, podendo ocasionar sinais e sintomas. O refluxo pode resultar de alterações esofágicas e/ou gástricas. 

Assim alterações no esfíncter (músculo de fibras circulares) que separa o esôfago do estômago; hérnia de hiato provocada pelo deslocamento da transição entre o esôfago e o estômago, que se projeta para dentro da cavidade torácica e a fragilidade das estruturas musculares existentes na região.

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Outras causas, como distúrbios motores do esôfago, aumento da pressão abdominal e retardo no esvaziamento do estômago devem ser considerados.

Com o aumento do número de cirurgias bariátricas, em especial a gastrectomia vertical, o refluxo em pacientes operados têm sido frequentes. Esta cirurgia está associada ao aumento do risco de refluxo e piora do refluxo em pacientes que já tinham a doença.

Sintomas

Os sinais e sintomas da DRGE podem ser divididos em esofagianos e extra-esofagianos. Como principais exemplos, temos: azia, dor no peito, regurgitação, tosse seca, rouquidão, dor de garganta, náusea após refeições, afta, pigarro, sinusite, otite, sensação de “bolo na garganta” e erosão dentária.

Outra forma de caracterizar o refluxo é através das manifestações típicas e atípicas do refluxo. Como manifestações típicas podemos citar: pirose e regurgitação ácida. Entre as manifestações atípicas podemos dividi-las em: pulmonares, otorrinolaringológicas e orais.

O refluxo ainda pode causar sinais e sintomas respiratórios e, em alguns casos, infecções de repetição. O retorno do conteúdo gastroesofágico e a possibilidade de aspiração para as vias pode resultar em doenças inflamatórias ou infecciosas e é necessário considerar sempre a possibilidade da DRGE.

O refluxo ácido ou alcalino pode causar processo inflamatório nas vias respiratórias e uma das queixas dos pacientes é a rouquidão.

Grupos de risco

Existe um grupo de pessoas mais propício para desenvolver o problema, como obesos, mulheres grávidas, quem tem hérnia de hiato, fumantes, asmáticos, diabéticos, quem tem atraso no esvaziamento do estômago, esclerodermia e outros distúrbios do tecido conjuntivo. 

Neste caso, as medicações indicadas são: betabloqueadores, broncodilatadores, bloqueadores dos canais de cálcio para pressão arterial alta, agonistas dopaminérgicos, sedativos e antidepressivos tricíclicos. 

Esse grupo de pessoas deve evitar os seguintes alimentos: chocolate, pimenta, menta, hortelã, frituras, molhos vermelhos, café e bebidas alcoólicas.

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado na história clínica e exames complementares. A endoscopia digestiva alta e pHmetria esofágica de 24 horas são os principais exames indicados nos pacientes com suspeita clínica ou refratários ao tratamento.

A manometria não é utilizada para o diagnóstico da DRGE, mas fornece informações importantes que auxiliam na escolha do melhor tratamento. Em alguns pacientes pode ser indicado a impedanciometria esofágica – permite a identificação dos episódios de refluxos – de alta resolução para diagnóstico do refluxo não ácido.

Azia, queimação no peito, tosse intensa e rouquidão são alguns dos sintomas do refluxo: Foto: iStock

Adote novos hábitos

Durante o tratamento da DRGE diversas mudanças de comportamento podem auxiliar, entre elas: evitar alguns alimentos (já citados acima) e bebidas alcoólicas, que favorecem o retorno do conteúdo gástrico, eliminar o cigarro, perder de peso e evitar usar cintos ou roupas apertadas na região do abdômen.

Além disso, você não deve se deitar logo após as refeições, deve distribuir os alimentos em pequenas quantidades por várias refeições, fazer suas refeições com calma, sem comer muito rápido e, por fim, realizar exercícios físicos regularmente e evitar o sedentarismo.

Importância da atividade física 

A atividade física sempre traz benefícios à saúde. Embora alguns exercícios possam piorar ou estar associados ao refluxo, na maior parte dos casos melhoram a qualidade de vida do paciente que sofre com a doença. 

O paciente deve ter o cuidado de não se alimentar e evitar comidas pesadas antes de realizar atividades físicas. Em geral, dietas leves e o intervalo de pelo menos 30 minutos após a alimentação podem prevenir a associação do refluxo e atividade física.

Tratamentos

O tratamento da DRGE pode ser realizado sem exame ou diagnóstico confirmado. Em pacientes jovens com sintomas sugestivos de refluxo e na ausência de sinais de alarme (dor ou dificuldade para engolir, anemia, emagrecimento, vômitos importantes e história de câncer na família), pode-se optar pelo tratamento com medicamentos e dieta por até oito semanas e observar se há remissão da doença.

Nos pacientes refratários ou com sinais e sintomas de alarme, o diagnóstico deve ser confirmado com exames complementares. Na dependência dos achados o tratamento poderá ser clínico, endoscópico ou cirúrgico. Independente do tratamento determinado, as mudanças dos hábitos de vida sempre devem ser associadas.

Na maior parte dos casos, o tratamento clínico, é o escolhido, mas fatores anatômicos ou casos refratários podem indicar o tratamento cirúrgico.

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O tratamento clínico é realizado com o uso dos chamados inibidores de bomba de prótons, que de uma forma mais simples significa diminuir as secreções de ácidos. É fornecido gratuitamente pelo Ministério da Saúde para a população de baixa renda e deve ser utilizado por 4 a 8 semanas.  Contudo, a DRGE pode ser crônica e necessitar de tratamento a longo prazo com o uso destas medicação. 

Recentemente no Brasil foi aprovado pela ANVISA um dispositivo para o tratamento endoscópico do refluxo com a utilização de ondas de radiofrequência. Este tratamento realizado por endoscopia tem como principal objetivo a melhoria da qualidade de vida e redução do uso diário de medicações. Na maior parte dos pacientes, os parâmetros de manometria e pHmetria apresentam resultados positivos.

O tratamento cirúrgico através da fundoplicatura é seguro e eficaz. A fundoplicatura é realizada na maior parte dos casos através da laparoscopia e o paciente tem alta precoce. Complicações relacionadas a cirurgia ocorrem em menos de 1% dos casos, mas sinais e sintomas como disfagia, dificuldade para deglutir e arrotar podem estar presentes em até 25% dos pacientes. 

Com o passar dos anos a cirurgia pode perder a eficácia e o controle da DRGE com o uso de medicações pode ser necessário. Nestes casos o tratamento endoscópico com radiofrequência também pode ser indicado.

Em muitos casos os tratamentos propostos têm como o objetivo o controle do refluxo e a melhoria da qualidade de vida, podendo haver a associação de métodos. Lembrando que você não deve usar medicação sem consultar o seu médico.

 

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