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Gabriela Duarte publica desabafo após saída da mãe, Regina, do comando da Cultura: “Escolhas são individuais”; leia a íntegra

Nesta quinta-feira (21), um dia após a saída polêmica de Regina Duarte da Secretaria Especial da Cultura, a atriz Gabriela Duarte escreveu um desabafo em sua conta pessoal do Instagram. No texto, ela fala a respeito das cobranças que recebe para se posicionar publicamente sobre política. Sem citar nomes ou algum caso específico, a artista mencionou sobre o convívio em família harmonioso, mesmo quando há opiniões divergentes.

Logo no início, Gabriela refletiu sobre os colegas de profissão que expõem suas opiniões políticas nas redes sociais, e afirmou que isso não é algo que ela optou para si. “Um artista pode se posicionar politicamente se quiser. Existem os que fazem isso e tem suas razões. Essa, porém, nunca foi uma escolha minha. A profissão que escolhi já é bastante política em vários aspectos”, observou.

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“Isso, no entanto, não faz com que eu deixe de me posicionar, mas o faço como uma cidadã normal. Voto e exerço meu direito de escolher pessoas que acho mais adequadas a me representar, mas não trago isso pra minha vida pública. Divido meus pensamentos e opiniões nessa área com pessoas que me são próximas. Não tenho necessidade de mais do que isso, nem me sinto no direito de influenciar politicamente quem quer que seja”, argumentou.

Regina e Gabriela Duarte trabalharam juntas na novela “Por Amor”. Para assumir o cargo na Secretária Especial de Cultura, Regina deixou a rede Globo após 50 anos. Foto: Reprodução/Instagram

A protagonista da novela “Por Amor” explicou que se posicionar ou não é apenas uma questão de escolha particular de cada um. “Cada um tem a liberdade de pensar de forma própria”, opinou. A partir daí, ela também a questão familiar. “Somos o que escolhemos ser e batalhamos por isso. Quando crianças, seguimos o exemplo daqueles que estão muito próximos a nós: os pais, os avós, irmãos, professores da escola… Aos poucos, esse universo se amplia e nossas referências também”, começou a explicar.

“Começamos então a formar nosso próprio corpo ideológico e percebemos que não precisamos mais seguir os modelos da infância e adolescência. Amadurecer, entre tantas coisas, é isso”, afirmou. “Tudo isso não quer dizer que não possa mais haver afeto, amor, gratidão e respeito por aqueles que nos criaram. Pelo contrário. Devem ser apreciados e honrados todos os dias. Mas entender que uma família não precisa necessariamente funcionar como um bloco, com pensamentos em uníssono sempre, é fundamental”, refletiu.

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Gabriela ainda defendeu que cada pessoa possa desenvolver sua individualidade, independentemente do que a família acredita ou prega. “Meus filhos têm sido criados também dessa forma. Para que sejam livres e possam formar seus próprios pensamentos. O fato de serem meus filhos não os obriga a serem como eu. Quero que eles sejam melhores! Escolhas são individuais, que fique claro. Cada adulto que cuide de seu RG e CPF”, finalizou. Confira a postagem na íntegra:

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ESCOLHAS Um artista pode se posicionar politicamente se quiser.Existem os que fazem isso e tem suas razões .Essa,porém,nunca foi uma escolha minha. A profissão que escolhi ja é bastante política em vários aspectos.Isso,no entanto,não faz com que eu deixe de me posicionar, mas o faço como uma cidadã normal.Voto e exerço meu direito de escolher pessoas que acho mais adequadas a me representar,mas não trago isso pra minha vida publica. Divido meus pensamentos e opiniões nessa área com pessoas que me são próximas.Não tenho necessidade de mais do que isso, nem me sinto no direito de influenciar politicamente quem quer que seja.São escolhas, e escolhas são individuais.Cada um tem a liberdade de pensar de forma própria. E isso diz respeito a relações familiares também. Somos o que escolhemos ser e batalhamos por isso.Quando crianças, seguimos o exemplo daqueles que estão muito próximos a nós: os pais, os avós, irmãos, professores da escola…Aos poucos esse universo se amplia e nossas referências também. Começamos então a formar nosso próprio corpo ideológico e percebemos que não precisamos mais seguir os modelos da infância e adolescência.Amadurecer,entre tantas coisas,é isso. Tudo isso não quer dizer que não possa mais haver afeto, amor,gratidão e respeito por aqueles que nos criaram.Pelo contrario.Devem ser apreciados e honrados todos os dias.Mas entender que uma familia não precisa necessariamente funcionar como um bloco, com pensamentos em uníssono sempre, é fundamental. Meus filhos têm sido criados tambem dessa forma .Para que sejam livres e possam formar seus próprios pensamentos.O fato de serem meus filhos não os obriga a serem como eu.Quero que eles sejam melhores! Escolhas são individuais, que fique claro.Cada adulto que cuide de seu RG e CPF.

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