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Cardi B rebate acusação de ser homofóbica e transfóbica, e revela histórias difíceis de seus familiares LGBTQIA+: “Aprendam o que essas palavras significam”

Na noite dessa segunda-feira (29), Cardi B usou as redes sociais para se defender após ser acusada de homofobia e transfobia. Em uma série de tuítes, a rapper rebateu as alegações, afirmando que já pediu desculpas por seu comportamento no passado, e explicitou também motivos pessoais para apoiar a comunidade LGBTQIA+, por sua irmã ser lésbica, seu primo ser gay e sua outra prima ser transexual.

Tudo começou quando um fã-clube contou que Cardi foi mencionada no quarto episódio da série “Love, Simon”, que trata sobre um jovem gay que ainda não revelou sua sexualidade para amigos e família. O tuíte chegou até uma internauta que questionou a escolha da rapper para a produção. “Isso é louco, considerando que a mulher é homofóbica e transfóbica”, declarou a mulher.

Ao ser mencionada, a artista decidiu se defender. “Como eu sou homofóbica e transfóbica? Você já foi para uma ilha do Caribe em que você realmente vê a homofobia? Você já lidou com um pai que não te aceita por sua sexualidade?”, questionou a rapper. Ela, então, mencionou um áudio de 2016, em que se referia a uma mulher trans por um apelido pejorativo. “Eu disse algumas coisas ignorantes antes, mas já pedi desculpas e me eduquei sobre o assunto. Não significa que eu seja homofóbica”, pontuou.

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“Vocês continuam usando o mesmo único vídeo pelo qual eu já me desculpei inúmeras vezes para me chamar de homofóbica e transfóbica, mas nunca postam aqueles em que eu apoio a comunidade LGTB, que são muitos, e também os múltiplos tuítes que eu já postei em apoio”, reclamou a cantora.

Na sequência, Cardi enumerou alguns dos motivos pelos quais apoia o movimento. “Eu não apoio a comunidade porque eu tenho ‘fãs gays’. Eu apoio por causa dos sentimentos confusos que eu tinha enquanto crescia de se era normal gostar de garotas. Eu apoio porque eu sei o quão difícil foi para o meu primo gay se assumir em uma família dominicana muito rígida”, listou.

“Eu apoio por causa da dor da minha prima por parte de mãe que é trans e teve uma relação f*dida com o pai dela por anos! Eu apoio porque eu já vi transições e os sentimentos que a minha equipe de cabelo e maquiagem teve durante aquele período com a mudança de seu corpo e também minha irmã se assumindo como gay para a minha mãe e meu pai religiosos”, declarou Cardi sobre suas próprias experiências.

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Por fim, ela mandou um recado para todos que a acusam de preconceito. “Antes de vocês acharem legal me chamar de homofóbica e transfóbica, aprendam o que essas palavras significam e pesquisem sobre o meu apoio à comunidade LGBT antes mesmo de vocês, filhos da p*ta, saberem quem era Cardi”, concluiu.

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O vídeo que fez a rapper ser acusada de homofobia e transfobia nos últimos anos foi gravado durante uma live de 2016. Nela, Cardi contava sobre uma ‘vingança’ que faria com o namorado caso fosse traída, chamando uma mulher transexual para fazer ménage à trois com eles. “Vai me trair? Eu vou ficar ‘Ok’ e depois levá-lo para sair, ficarmos bêbados. Vou fazer ele colocar piercings e tudo mais. Nós vamos nos divertir”, iniciou ela no áudio.

“Vou deixar ele bem louco, aí trazer uma vadia, nós vamos fazer um ménage e quando ele acordar vai ficar: ‘Que p*rra é essa?’ porque a vadia era uma trans. Eu vou ficar, tipo, ‘É. Nós fizemos um ménage com uma trans. Uma trans chupou o seu pinto. Você não tem que pegar outro cara pra se vingar. Há outras formas disso”, relatou a artista na época, usando a palavra ‘tranny’, considerada pejorativa, para se referir a mulheres transexuais.

O vídeo viralizou novamente em 2017, quando Cardi se pronunciou pela primeira vez sobre sua declaração. “Eu disse a palavra ‘tranny’ antes de saber que era uma palavra ruim. Agora vocês estão trazendo isso de volta pra falar em transfobia, parem com essa m*rda”, pediu no Twitter.

Em 2019, quando a gravação veio à tona novamente, ela fez um longo texto para pedir desculpas. “Então, eu estou vendo nas redes sociais que uma live que eu fiz há três anos foi trazida de volta à tona. Uma live que eu falei sobre coisas que eu tive que fazer no meu passado, certas ou erradas, que eu senti que eu precisava fazer para me sustentar. Eu nunca falei que era perfeita ou que vim de um passado perfeito, eu sempre falei minha verdade e assumi meus erros”, pontuou Cardi.

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“Eu sou parte da cultura do hip hop em que você pode falar sobre onde você veio e sobre as coisas erradas que você já fez para chegar até aqui. Há rappers que glorificam assassinatos, violência, drogas e roubos. Crimes que eles sentem que precisam cometer para sobreviver. Eu nunca glorifiquei as coisas das quais eu falei naquela live porque eu não tenho orgulho daquilo e porque sinto a responsabilidade de não glorificar”, acrescentou ela.

“Eu fiz as escolhas que fiz porque tinha opções limitadas. Mas os homens dos quais eu falei na minha vida foram homens com quem eu namorei e que se envolveram comigo conscientemente e por vontade própria”, destacou a artista. “Tudo que eu posso fazer é ser melhor por mim, minha família e meu futuro”, concluiu.

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