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Idosa faz transição de gênero aos 59 anos, encanta as redes sociais com história, e revela impacto de novela: ‘Foi o estopim’

História linda! Desde o dia 17 de junho, a motorista Ana Carolina Apocalypse, de 62 anos, tem cativado as redes sociais após postar, no Twitter, uma espécie de antes e depois mostrando o seu processo de transição. Em entrevista ao ‘E+’, do “Estadão”, a mulher deu mais detalhes sobre sua história e revelou o que a fez descobrir e entender sua transexualidade, em 2017.

Ana Carolina sempre soube que era uma mulher, mas relatou que o preconceito das outras pessoas, aliado a uma falta de informação dela sobre o assunto, fizeram com que ela não soubesse como mostrar isso. “Se eu tivesse me assumido antes, eu poderia nem estar viva. Eu fiquei introspectiva, foi necessário para a minha sobrevivência”, refletiu na entrevista.

Foi então que, em 2017, quando ainda era vista como José Francisco, ela conheceu a personagem de Carol Duarte em “A Força do Querer”. Na novela, Ivana se descobria trans e passava pela transição, terminando a trama como Ivan. “Aquilo foi o estopim. Eu nunca participei da comunidade LGBT, eu não tinha informação. Quando eu vi aquilo, eu percebi, aí eu procurei uma psiquiatra”, recordou.

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A motorista entrou em um programa do SUS (Sistema Único de Saúde) que visa fornecer apoio e acompanhamento profissional para pessoas trans e, aos poucos, foi se sentindo melhor consigo mesma. “Eu fui ficando feliz, eu praticamente estava me encontrando”, comemorou. Ela contou que ainda não quis fazer a cirurgia de redesignação sexual, mas já passou pela terapia hormonal, adquiriu o seu nome social e colocou um implante de silicone em 2019.

No entanto, ela lamentou ter perdido amigos e recebido críticas após a mudança. “Eu nasci uma menina, mas no corpo masculino. Essa é a minha essência, muitos não aceitam”, desabafou. “Não é uma mudança que eu tive porque fiquei velha. As pessoas às vezes não entendem”, completou. Ana ainda contou que conhece muitas pessoas que não revelam a transexualidade, justamente pelo preconceito e a homofobia.

“Eu converso com muita gente, muitas [delas] tristes, porque não conseguem ter a coragem que eu tenho. Eu imagino, por causa da homofobia”, pontuou a mulher, destacando a importância de procurar um acompanhamento de profissionais, o que ela fez, para ajudar no processo de entender o que é ser trans e a se assumir como tal.

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No Twitter, Ana está desde 2011, mas foi apenas neste ano que decidiu fazer mais publicações. E deu certo! O tuíte mostrando como era 2016 e como está agora teve mais de 350 mil interações e fez ela chegar a mais de 35 mil seguidores. “Quando eu achei que era a hora certa, eu comecei a fazer as postagens e dar a cara a tapa. Eu me senti muito segura, eu sabia o que viria pela frente”, explicou.

A atenção e o carinho são bem recebidos por ela. “Quem que não gosta? Engrandece qualquer um, você se sente elogiada, prestigiada”, descreveu. “Não me vejo como um modelo ou alguém que inspira, não tenho perfil de personalidade. Eu acho que cada um tem o seu jeito especial de ser, hoje o que é bom é a inclusão”, acrescentou Ana, ressaltando que sente um avanço da sociedade.

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No entanto, a motorista garantiu que não pretende mudar pela fama repentina. “Eu sou assim, vamos dançar de acordo com a música. Para eu querer ser alguma coisa, eu tenho que deixar acontecer. Eu não sei o que vai acontecer. Eu tenho sonhos sim, mas eles são particulares”, contou, misteriosa.

Enquanto isso vamos continuar acompanhando daqui!

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