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Leigh-Anne Pinnock, do Little Mix, vai às lágrimas ao desabafar sobre racismo, e revela que sempre se sentiu “a menos preferida” do grupo; assista

As mobilizações antirracistas no mundo têm dado a oportunidade para muitos artistas pretos desabafarem sobre casos de racismo que já sofreram na vida. Nesta sexta (5), a cantora Leigh-Anne Pinnock, da girlband Little Mix, fez um desabafo emocionado, dizendo como sempre se sentiu “a menos favorita” do grupo, e revelou um caso que a fez “despertar” para o preconceito por conta da sua cor.

Em seu Instagram, a estrela postou um vídeo com pouco mais de 5 minutos, discutindo a importância de falar sobre o assunto publicamente. “Mais do que nunca, senti que era hora de ser completamente aberta e honesta com todos vocês porque, finalmente, o mundo está acordado e as pessoas querem ouvir, ajudar e entender”, começou explicando.

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“Não estou fazendo este vídeo por simpatia ou para você assistir e depois seguir com a vida normalmente. Estou fazendo isso porque basta e espero que, ao compartilhar isso, todos possamos fazer mais para entender o racismo. Ao fazer isso, somos capazes de abordar a questão maior e acabar com o racismo sistêmico. Tudo o que queremos é igualdade e justiça para a nossa comunidade negra”, disse em outro trecho.

Em seu desabafo, Leigh-Anne desabafa que sempre se sentiu a “menos preferida” entre os fãs do Little Mix. Foto: Reprodução/Instagram

A cantora escreveu um texto falando sobre suas experiências e relembrou que, no ano passado, havia falado sobre como era ser negra em um grupo com outras três cantoras brancas. “Algumas pessoas se importaram, algumas não disseram nada, mas uma coisa que eu tirei como experiência foi que o mundo não se importa o suficiente com [questões sobre] raça”, afirmou.

Desde esse momento, Leigh-Anne entendeu que o racismo era um tópico que precisava ser discutido incessantemente, até porque isso não mudaria do dia para a noite. “O povo negro tem sido oprimido pelos últimos 400 anos. 400 anos depois, ainda vemos irmãos e irmãs sendo mortos”, constatou.

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A artista ainda falou como passou grande parte da sua vida acreditando que ser preta não seria um fator que a limitaria a fazer qualquer coisa. No entanto, entendeu que as coisas não funcionam dessa forma na prática. “Chega um momento na vida de toda pessoa negra, que não importa quanto dinheiro você tenha ou o que alcançou, você percebe que o racismo não te exclui”, observou.

Leigh-Anne Pinnock recordou que percebeu o racismo da indústria musical durante a gravação do clipe “Wings”. Foto: Reprodução/YouTube

O momento mais simbólico para entender isso foi no início da sua carreira com as meninas do Little Mix. O coreógrafo Frank Gatson, que também é preto, fez um comentário marcante durante a gravação do clipe de “Wings”: “Ele disse para mim, ‘Você é a garota negra, precisa se esforçar dez vezes mais’. Nunca na minha vida, alguém tinha me dito que eu precisaria trabalhar mais por conta da minha raça. O que o Frank Gatson me disse fez sentido depois”.

Daquele momento em diante, Pinnock compreendeu que não seria fácil estar no show business sendo uma mulher preta. “Você aprende a entender que não pode ser vista como muito expansiva ou muito opinativa, caso contrário, você é considerada uma diva ou agressiva”, opinou. “Você aprende que só de entrar em uma sala você é considerado inacessível, antes mesmo que alguém se aproxime de você. Você aprende que expressar sua opinião sobre a falta de diversidade na indústria é como esmagar sua cabeça contra uma parede de tijolos”, desabafou.

Jade Thirwall, Jesy Nelson, Leigh-Anne Pinnock e Perrie Edwards formaram o Little Mix durante a participação no talent show “The X Factor”. Foto: Getty

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Durante a filmagem, é possível ver que a artista luta para segurar a emoção, mas acabou cedendo no momento em que fala sobre sua vida na estrada com as meninas do Little Mix. “Minha realidade era me sentir sozinha enquanto viajava para países predominantemente brancos. Eu cantei para fãs que não me enxergavam, não me escutavam e não vibravam por mim. Minha realidade era me sentir ansiosa em encontros de Meet and Greet, porque eu sempre senti que era a menos preferida”, confessou.

“Minha realidade é querer ver outros artistas que eu sei que são tão talentosos, mas nunca terão as oportunidades que tive porque, para a indústria, eles não são comercializáveis”, lamentou. “Minha realidade é sempre que me sinto invisível no meu grupo, parte de mim é plenamente consciente de que minha experiência seria mais difícil de lidar se eu tivesse a pele mais escura”, acrescentou. Assista ao vídeo completo:

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Like many of you, I have been feeling really heavy with everything that we are seeing online and hearing on the news. In the past I have mentioned some personal experiences that were triggered due to my race. More than ever I felt like it was time that I was completely open and honest with you all because finally, the world is awake and people want to listen, help and understand. I'm not doing this video for sympathy or for you to watch and then go about normal life. I'm doing it because enough is enough and hopefully from sharing this we can all do more to understand the racism that takes place. In doing this we are able to approach the bigger issue and break down systemic racism. All we want is equality and justice for our black community. 🖤

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