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Apontada como mandante do assassinato do marido, Flordelis convoca fiéis para culto e comenta caso em áudio vazado: ‘Vamos vencer essa batalha na oração’

Dias após a polícia concluir que Flordelis é a mandante do assassinato do próprio marido, o pastor Anderson do Carmo, um áudio da deputada federal, convocando fiéis para um culto nessa quinta (27) e pedindo apoio dos mesmos, vazou nas redes sociais. Ainda na mensagem, divulgada pelo jornal Extra, a parlamentar defendeu seu filho afetivo, o pastor Carlos, que foi preso na segunda-feira (24), acusado de envolvimento no crime.

“A paz do Senhor, pessoal! Hoje eu quero todo mundo no culto, tá bom? Hoje, Piratininga, o culto permanece. É hora da igreja unir forças e clamar. Nada é permanente. Tudo vai passar. Já, já tudo vai ser esclarecido e vocês vão acompanhar. Pastor Carlos não tem nada a ver com nada. É mais uma covardia, mais um teatro desse povo. Mas vamos vencer essa batalha na oração. Não vamos brigar. Essa briga não é nossa, é de Deus”, disse ela, que é pastora de uma igreja evangélica em Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro.

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Segundo o G1, pessoas próximas à família de Flordelis afirmaram que a imagem de religiosa escondia uma farsa. Em depoimento à polícia, Karla, uma das integrantes da Igreja Ministério Flordelis, disse que não concordava com várias situações, afirmando que o casal de pastores “comprava muitas pessoas com cargos na política”. A testemunha ainda definiu a deputada como sendo “uma psicopata gananciosa”. Após o falecimento de Anderson, a igreja perdeu centenas de fiéis, além dos pastores Misael (vereador Wagner de Andrade Pimenta) e Luan Santos, ambos filhos adotivos da política.

Onze pessoas foram denunciadas pela morte do pastor Anderson; 9 são da família do casal. Flordelis não pôde ser presa na operação desta segunda-feira (24) porque a Constituição Federal a garante imunidade parlamentar. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

A revista Veja teve acesso ao relatório final do inquérito que apurou a morte do pastor Anderson. No documento, consta que a deputada sabia do uso do dinheiro de sua igreja para custear despesas pessoais. Em uma conversa de WhatsApp, o filho André Luiz (o “Bigode”), disse que tentaria desviar verbas da instituição para pagar o plano de saúde da família. Flordelis, por sua vez, respondeu: “Fazer mais o quê? Separar eu não posso, porque não posso escandalizar o nome de Deus. Isso não”.

André acumulava as funções de tesoureiro do Ministério Flordelis e de secretário parlamentar do gabinete da mãe desde agosto de 2019 (dois meses após a morte de Anderson). Seu salário oficial era de R$ 15.689,32, mas segundo interceptações do Ministério Público e da Polícia Civil, ele repassava R$ 11 mil para a deputada, configurando a prática de “rachadinha” – aquela velha conhecida de Flávio Bolsonaro.

Entenda o Caso

Um ano e dois meses após a morte do pastor Anderson do Carmo, as investigações concluíram que a viúva dele, a deputada federal Flordelis, foi a mandante do assassinato. Na segunda-feira (24), equipes da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá (DHNSGI) e do Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro cumpriram 11 mandados de prisão e outros de busca e apreensão contra a deputada, filhos e neta do casal e outros familiares.

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Segundo a denúncia, Flordelis planejou o homicídio e foi responsável por arregimentar e convencer o executor direto e demais acusados a participarem do crime. A parlamentar também financiou a compra da arma e avisou da chegada da vítima no local em que foi executada. Ela foi indiciada pelo crime de homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio, falsidade ideológica, uso de documento falso e organização criminosa majorada.

No entanto, como tem imunidade parlamentar, a pastora não será presa agora. O processo de cassação de seu cargo já está em andamento. Na próxima semana, o planejamento do presidente da câmara, Rodrigo Maia, é reunir os líderes partidários e a mesa diretora para definir o que fazer. Após o Conselho de Ética analisar a situação, o caso vai para votação no Plenário da Câmara e, então, com a maioria de votos, 257, ela pode ser cassada.

Deputada Flordelis foi acusada de ser a mandante do assassinato de seu marido, o pastor Anderson do Carmo Souza. (Foto: Reprodução)

Por enquanto, outras pessoas já foram levadas pela polícia: Marzy Teixeira da Silva, filha adotiva do casal, Simone dos Santos Rodrigues, filha biológica, André Luiz de Oliveira, filho adotivo, Carlos Ubiraci Francisco Silva, filho adotivo, Adriano dos Santos, filho biológico, Rayane dos Santos Oliveira, neta, o ex-PM Marcos Siqueira e a esposa dele, Andreia Santos Maia. Saiba todos os detalhes, clicando aqui.

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