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Entrevista: Rodrigo Santoro conta que estudou ‘vendas’ para personagem complexo no novo sucesso da Netflix, “Power”, e compara produções nacionais e internacionais: “É bem diferente”

Já pensou se existisse uma pílula que desse superpoderes por cinco minutos pra qualquer pessoa que a tomasse? Esse é o mote de “Power”, novo filme da Netflix que chega à plataforma nesta sexta-feira (14). O hugogloss.com bateu um papo com Rodrigo Santoro, um dos protagonistas da trama ao lado de Jamie Foxx, Joseph Gordon-Levitt e a estrela de “O Ódio que Você Semeia”, Dominique Fishback. Nosso muso brasileiro falou tudo sobre a preparação e os bastidores do longa, analisou a diferença entre atuar em produções nacionais e internacionais, e ainda comentou sobre como está sendo seu período em casa devido à pandemia do coronavírus.

Para o astro, o principal trunfo de “Power” é se debruçar sobre o tema dos superpoderes, sem que se trate de um filme de super-heróis. “Power não é um filme sobre super-heróis, ele é um filme sobre pessoas normais, que tomam uma pílula que pode dar cinco minutos de um superpoder para essa pessoa. Só que a gente não tem como saber qual vai ser o superpoder, ele é diferente para cada pessoa. Você só descobre a partir do momento em que você toma essa pílula. E ela é perigosa, às vezes, falha. Então eu acho que acima de tudo tem uma metáfora aí muito clara sobre até onde nós, seres humanos, vamos para conseguir o poder”, refletiu ele.

Na história, Santoro interpreta Biggie, um dos responsáveis por criar e comercializar as pílulas de superpoderes através do “Projeto Power”. O ator, no entanto, não o vê necessariamente como o vilão. “O meu trabalho é justamente humanizar, é uma pessoa que tá ali. Humanizar as personagens para que elas sejam compreendidas. Eu não quero que as pessoas gostem dele ou não gostem dele, eu prefiro que elas compreendam quem ele é, e elas possam ter as suas opiniões, essa é a beleza dessa arte”, pontuou. Ele ainda adiantou que veremos novas camadas do personagem ao longo do filme. Hmmmm…

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Diante de Biggie, que atua como uma espécie de diretor de marketing na trama, Rodrigo revelou que estudou vendas durante a construção do personagem. “Eu pesquisei sobre a arte de vender, e tem muita sedução por trás disso, várias formas de seduzir. O vendedor quer de alguma forma mostrar pro cliente que ele precisa do produto. Claro que eu tô generalizando isso, mas esse personagem especificamente quer levar o produto pro mundo inteiro, e é uma espécie de visionário”, adiantou o astro. Já queremos saber mais!

Questionado sobre como balanceia as carreiras nacional e internacional, Santoro revelou que não costuma estabelecer essa divisão na hora de eleger seus trabalhos. “É uma estrada só, com altos, baixos, curvas, terrenos mais arenosos, mais esburacados, às vezes, uma pista mais lisa, é a minha estrada. Às vezes, eu tô falando um idioma diferente, mas eu tô contando historias, então não separo muito”, garantiu. “Depende da história, depende da personagem, depende da minha relação com o projeto, de como eu me sinto, do momento da vida, são várias variáveis que vão definir uma escolha específica [de trabalho], mas não tem a ver com o território”, completou.

Apesar disso, ele admitiu que trabalhar em produções nacionais é muito mais gratificante. “Trabalhar em português não se compara em trabalhar com um idioma estrangeiro, é completamente diferente, é uma liberdade muito maior. Contar histórias aqui, sobre a minha cultura, sobre de onde eu vim, não é patriotismo, é a realidade. É quem eu sou, eu nasci aqui”, resumiu o Rodrigo, que está passando a quarentena em sua cidade-natal, Petrópolis, no Rio de Janeiro.

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Enquanto lida com o trabalho remoto, o ator tem aproveitando bastante o tempo em família. “Isso está sendo um grande aprendizado pra todos nós, a gente tá tendo que conviver uns com os outros, claro, dentro de casa, e aprofundar, né? A oportunidade que a gente tá tendo de aprofundar essas relações… claro que tem os dois lados, é difícil e ao mesmo tempo é muito enriquecedor se a gente se dispõe a aprofundar e a melhorar essas relações. Eu nunca fui tão pai quanto nesses últimos meses, eu tô tendo uma experiência incrível, aprendendo muito, e ao mesmo tempo tendo essa oportunidade de estar junto, de compreender, de mergulhar nessa relação, nesse sentimento”, comemorou.

Rodrigo Santoro é Biggie em “Power” (Foto: Reprodução/Netflix)

Para finalizar, Santoro ainda comentou a recente participação no documentário “A História” e a aparição surpresa na live de Sandy & Junior, em abril. “As pessoas acharam que foi combinado de eu ligar pra ela no momento, mas não foi. A gente tava colocando a Nina pra dormir, era no mesmo horário, aí minha irmã me avisou ‘tem a Live da Sandy e do Júnior’. Aí eu liguei e deixei ligado e tava com um olho no peixe e outro no gato, de repente eu ouvi que ela começou a cantar a música, na hora eu lembrei e mandei uma mensagem. Ela respondeu, eu liguei e foi absolutamente espontâneo o que aconteceu ali”, relatou.

“Nós nos conhecemos em ‘Estrela-Guia’, e então nós desenvolvemos uma amizade, não só com ela, com o Junior também, eu tive a oportunidade também de passar um tempo, enquanto a gente tava gravando com a família deles, e aí a gente criou uma amizade muito bacana”, completou o ator. Assista à entrevista na íntegra:

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