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Sinta-se em Casa: Em novo episódio, Marcelo Adnet ironiza declaração de Marcelo Tas de que não existem humoristas em Cuba; Assista

A declaração polêmica de Marcelo Tas no “Roda Viva” com Marcelo Adnet nessa segunda-feira (17) continua dando o que falar. Na ocasião, o apresentador fez uma pergunta totalmente descabida, afirmando que não existiam humoristas em Cuba e na China. Nessa quarta-feira (19), Adnet ironizou o caso no novo episódio de seu programa “Sinta-se Em Casa”.

O comediante dividiu o capítulo em duas curtas esquetes. Após imitar o político Ciro Gomes na primeira, Adnet foi direto ao ponto na segunda, incorporando um “cubano triste”. “Na semana passada você conheceu argentinos humildes, italianos que falam baixo. Hoje é a vez dos cubanos tristes”, narra o vídeo.

Nele, Marcelo aparece cantando a música “Guantanamera” com desânimo e, em seguida, tenta contar uma piada com o ex-primeiro-ministro de Cuba, Fidel Castro, e o símbolo da Revolução Cubana, Che Guevara. No fim, a tirada não tem graça nenhuma, fazendo uma sátira à declaração de Tas sobre os humoristas do país.

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“E depois dessa triste canção, uma piada, companheiros. Fidel Castro perguntou a Che Guevara: ‘Che, conhece a piada do não, nem eu?’. Che disse: ‘Não’. Fidel respondeu: ‘Nem eu’“, declara Adnet. Assista abaixo:

Após Adnet se declarar de esquerda no “Roda Viva” de segunda-feira (17), Marcelo Tas fez uma pergunta totalmente descabida, com sérios problemas de veracidade de informação e de distorção da lógica. “Quando você fala que é um humorista de esquerda… você nunca reparou que em Cuba não existe humorista? [sic] Ou na China não existe humorista? [sic] Acho muito perigoso para pessoas que trabalham com humor, tomarem um partido, especialmente quando o humor é censurado como no caso de Cuba”, soltou Tas, deixando o xará em choque.

“Não estou entendendo o ponto. Você acha que um humorista não pode ter uma posição política?”, interrompeu Adnet, avisando que ter uma opinião não prejudicaria sua carreira. “Eu sou uma pessoa, acima de qualquer coisa. Eu não coloco a carreira acima do humano. Tipo, ah, não vou falar o que eu penso. Eu tenho opinião. Acho que ser de esquerda não tem nada a ver com China. Isso é comunismo. Nós temos que separar o que é ser um progressista de um comunista. Cuba e Coréia do Norte tiveram regimes autoritaríssimos, que não são progressistas”, rebateu o humorista.

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Tas então comentou, aos risos, que esses regimes seriam “endeusados pela esquerda”. “Mas aí não é problema meu. Você não pode dizer pra mim que, ao ser de esquerda, eu sou lulista, petista… é a mesma coisa que eu dizer pra alguém da direita que é fascista. É o mesmo erro. A esquerda não é uma coisa só, ela é bastante plural. Acho que o problema, na real, é o que quer dizer ‘esquerda’. Mas entendi sua crítica, porque hoje as palavras estão muito contaminadas. Há comediantes que são de esquerda, de direita, de extrema direita ou extrema esquerda, e todos não deixam de ser comediantes por conta de suas opiniões”, enfatizou Adnet, sem expor o cerne das contradições de Tas.

A colocação de Marcelo Tas foi fortemente criticada nas redes. O nome do apresentador, inclusive, ficou entre os assuntos mais comentados do Twitter. O jornalista Guga Chacra fez questão de desenhar o óbvio: os regimes autoritários e os democráticos se dão tanto no espectro da direita, como na esquerda. A censura e o autoritarismo não são características exclusivas a apenas um dos lados. “Vamos desenhar – há ditaduras de esquerda, como Cuba, e de direita, como a Arábia Saudita. Mas há democracias governadas pela esquerda, como a Nova Zelândia e Portugal, e pela direita, como a Austrália e Alemanha”, escreveu.

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O apresentador Gregorio Duvivier também lamentou a fala do colega de profissão e a contestou. “São muitos erros na pergunta de Marcelo Tas. É um combo de erros nunca antes vista na historia da TV (…) Se a pessoa fizesse o minimo de pesquisa, iria descobrir que Cuba tem humor pujante, e reconhecido mundialmente. Pra dar um exemplo só, Juan de Los Muertos, uma comédia de zumbis que ganhou o prêmio Goya. Difícil de achar? Tá inteirinho no Youtube”, disparou.

“Ele (Marcelo Tas) acha que não é partidário, só por não se dizer de direita, ou de centro, ou sei lá o que acha que é. Se você não é transparente quanto às suas adesões, não deveria culpar o humorista que é”, encerrou.

Rafinha Bastos, que por anos trabalhou ao lado de Tas na bancada do CQC – Custe o que Custar, na Band, ironizou a surpresa dos internautas com a mediocridade da colocação do jornalista. “Só agora vocês perceberam que o Tas é o véio da Havan?“, perguntou ele, em referência a um empresário bolsonarista. “Talvez seja a hora de publicar meu livro ‘A Verdadeira História do CQC’. No aguardo do contato de alguma editora interessada“, provocou.

“Marcelo Tas se cacifando para ser comentarista da CNN…”, debochou o jornalista Mauricio Stycer.

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Tas, por sua vez, tentou justificar a fala em resposta a um seguidor. “O povo cubano é maravilhoso e acolhedor. O que eu disse é que não há liberdade de expressão em Cuba. Daí não florescerem os humoristas”, alegou.

O eterno professor Tibúrcio ainda rebateu um comentário da jornalista Marina Gonçalves, do jornal O Globo. “Além de todos os erros que o Marcelo Adnet didaticamente explicou pro Marcelo Tas após uma pergunta que me levou ao limite da vergonha alheia, gostaria de dizer que há humoristas e comediantes em Cuba”, afirmou ela. “Conheço Cuba desde os anos 80. Não há liberdade de crítica, a matéria prima do humor. Mande os nomes (dos humoristas). Vou adorar conhecê-los”, retrucou Marcelo.

 

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