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Neymar desabafa sobre caso de racismo, reflete sobre sua reação em campo e declara: “Eu sou negro, filho de negro, neto e bisneto de negro. Tenho orgulho”

Abriu o coração… As últimas 24 horas foram tumultuadas para Neymar Jr, após ser expulso do jogo Paris Saint-Germain versus Olympique de Marselha. O craque relatou ter sido vítima de racismo por conta de uma fala do jogador Álvaro González, e foi punido duramente por dar um tapa no adversário em resposta às ofensas. Hoje (14), o brasileiro usou as redes sociais para desabafar sobre o episódio, e admitiu que deveria ter ignorado o comentário preconceituoso.

Em seu perfil oficial no Instagram, Neymar publicou um texto em português e traduzido para o inglês, comentando sobre o ocorrido. “Ontem, me revoltei. Fui punido com um [cartão] vermelho depois de dar um cascudo em quem me ofendeu. Achei que não poderia sair sem fazer nada, porque percebi que os responsáveis não fariam nada. Não perceberam ou ignoravam. Durante o jogo, queria dar a resposta como sempre: jogando futebol. Os fatos mostram que não consegui. Me revoltei”, confessou.

O jogador chegou a dizer que, de certa forma, compreendia seu oponente, mas não poderia admitir um ataque motivado por discriminação racial. “No nosso esporte, as agressões, insultos, palavrões são do jogo, da disputa. Não dá pra ser carinhoso. Entendo esse cara [Álvaro González] em parte, faz parte do jogo. Mas o preconceito e intolerância são inaceitáveis“, escreveu.

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Neymar ainda fez questão de reforçar sua identidade racial, que chegou a ser colocada em xeque nas redes sociais quando internautas afirmaram que “ele não se considera negro”. “Eu sou negro, filho de negro, neto e bisneto de negro. Tenho orgulho e não me vejo diferente de ninguém”, disparou. O craque falou que, após ouvir as ofensas no campo, ele e seus colegas de time ainda tentaram pedir que os juízes tomassem as devidas providências, mas foram ignorados.

Neymar e Álvaro se desentenderam durante o jogo de ontem (13). Foto: Reprodução/YouTube

Acompanhando a repercussão cheia de revolta nas redes sociais e já com a “cabeça fria”, Neymar avaliou se deveria ter dado o tapa na cabeça de Álvaro. “Refletindo e vendo tanta manifestação quanto ao que ocorreu, fico triste pelo sentimento de ódio que podemos provocar quando no calor do momento nos revoltamos. Deveria ter ignorado? Não sei ainda… Hoje, com a cabeça fria, respondo que sim, mas oportunamente eu e meus companheiros pedimos ajuda aos árbitros e fomos ignorados, esse é o ponto”, criticou.

Em seguida, o jogador de futebol afirmou que aceita a punição de ser expulso, mas aguarda que Álvaro González também responda pelo seu ato preconceituoso em campo. “Nós que somos do entretenimento, precisamos refletir. Uma ação leva a uma reação, e chegou onde chegou”, declarou. “O racismo existe, mas temos que dar um basta. Não cabe mais, chega! O cara foi um tolo. Eu também, por me deixar ser atingido”.

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O brasileiro ainda fez uma reflexão mais ampla do preconceito em nossa sociedade. “Eu ainda hoje tenho o privilégio de me manter com a cabeça levantada, mas todos nós precisamos refletir que nem todos os pretos e brancos podem estar na mesma condição. O dano do confronto pode ser desastroso para ambos os lados, que seja preto ou branco. Não quero e não podemos misturar assuntos. Cor de pele não há escolha”, disse.

“Ontem, perdi no jogo e me faltou sabedoria. Estar no centro dessa situação ou ignorar um ato racista não vai ajudar, eu sei. Mas pacificar esse momento ‘anti-racismo’ é obrigação nossa, para que os menos privilegiados recebam naturalmente a sua defesa. Vamos nos encontrar novamente e vai ser do meu jeito, jogando futebol”, prometeu Neymar. Para finalizar, ele mandou um recado para González: “Você sabe o que você falou. Eu sei o que eu fiz”.

Entenda o caso

Durante o jogo do Paris Saint-Germain contra o Olympique de Marselha neste domingo (13), o atacante foi xingado de “macaco filho da p*ta” pelo rival espanhol Álvaro González e, mais tarde, foi expulso após dar um “cascudo” nele em uma confusão. Aos 36 minutos do primeiro tempo, o brasileiro reclamou dos insultos do adversário, sinalizando aos juízes que havia sofrido racismo. “Racismo não. Racismo aqui, não”, esbravejou o camisa 10 na lateral do campo, enquanto o árbitro Jérôme Brisard tentava apaziguar os ânimos.

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De acordo com a “ESPN Brasil”, ao mesmo tempo, González cobrava ajuda do VAR por um suposto cuspe que havia levado de Di María. O argentino do PSG também chegou a falar sobre a declaração racista que havia escutado em um determinado momento. O VAR não acusou nada ao juiz e a partida continuou, mas Neymar fez questão de sinalizar o racismo várias vezes.

Mais tarde, ao final do segundo tempo, houve uma confusão generalizada em campo. Neste momento, Neymar voltou a discutir com o rival espanhol e acabou dando um tapa na cabeça do zagueiro. A arbitragem viu a agressão e expulsou o brasileiro, que saiu da partida novamente acusando González de racismo. “Porque ele é racista”, foi possível ouvir o camisa 10 dizendo, antes de ir para o vestiário. Assista aos vídeos:

Pouco após sair de campo, Neymar usou as redes sociais para se pronunciar. Ele se mostrou indignado com a situação e questionou qual seria a consequência para González. “Único arrependimento que tenho é por não ter dado na cara desse babaca”, disparou ele, inicialmente.

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Alguns minutos depois, o jogador deu mais detalhes do caso. “VAR pegar a minha ‘agressão’ é mole… Agora eu quero ver pegar a imagem do racista me chamando de ‘MONO HIJO DE P*TA’ (macaco filha da p*ta)… isso eu quero ver! E aí? CARRETILHA você me pune, CASCUDO sou expulso. E eles? E aí ?”, questionou.

Posicionamento de Álvaro González

Após o encerramento da partida e diante da repercussão do caso nas redes, Álvaro compartilhou uma foto ao lado de seus colegas de equipe – muitos deles negros – e sugeriu que Neymar fosse um mau perdedor: “Não há lugar para racismo. Corrida limpa e com muitos colegas e amigos no dia a dia. Às vezes você tem que aprender a perder e ir para o campo. Incríveis 3 pontos hoje. Pra frente, Olympique de Marselha. Obrigado família”.

O brasileiro, em contrapartida, não demorou a rebater. “Você não é homem de assumir teu erro. Perder faz parte do esporte, agora insultar e trazer o racismo pra nossas vidas, não, eu não estou de acordo. EU NÃO TE RESPEITO! VOCÊ NÃO TEM CARÁTER! Assume o que tu fala, meu irmão… seja homem, ‘rapá’! RACISTA”, disparou Ney, em resposta.

PSG declara apoio à Neymar

Em nota, o Paris Saint German afirmou que “apoia fortemente” o brasileiro e está cobrando a liga francesa de futebol para investigar o que foi denunciado pelo craque durante o jogo de ontem. “O clube lembra que não há lugar para o racismo na sociedade, no futebol ou nas nossas vidas e apela a todos para que se posicionem contra todas as suas manifestações em todo o mundo”, compartilhou.

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