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Reynaldo Gianecchini relembra atuação em ‘Laços de Família’ e diz que se odiou como Edu: “Vou ligar e falar que não vou mais amanhã”

Em 2000, estreava uma novela que se tornou um clássico da TV Globo: “Laços de Família”. O folhetim realmente marcou época e rendeu cenas que são lembradas até hoje, como quando Carolina Dieckmann, interpretando Camila, raspou os cabelos em frente às câmeras e emocionou o Brasil com a luta de sua personagem contra a leucemia. Não por acaso, a obra de Manoel Carlos começará a ser reprisada no dia 7 de setembro, no “Vale a Pena Ver de Novo”. Apesar do grande sucesso, nem todos os atores têm orgulho do trabalho feito na história. Em um papo bem sincerão para a coluna de Patricia Kogut, do jornal O Globo, Reynaldo Gianecchini contou que se odiou no papel do protagonista Edu.

O ator relembrou que o elenco combinou de assistir ao primeiro capítulo junto, na época, mas ele recusou, afirmando que queria ter aquele momento sozinho. “Quando meu personagem entrou, fui afundando na cama. Disse: ‘Minha voz é assim? Não vai dar certo’. Quando terminou, achei que nunca mais ia levantar da cama. Eu pesava 300 quilos. Pensei: ‘Não dou para a coisa, não tem jeito, não sei como faço. Vou ligar e falar que não vou mais amanhã’. Fiquei muito mal, me criticando demais. Realmente achando uma m*rda, o trabalho“, afirmou.

Ele confessou que, mesmo com muitos elogios recebidos, não estava se sentindo nada bem com o seu desempenho. “O telefone começou a tocar, as pessoas achando tudo incrível. E eu chorando, como se de fato não merecesse nada daquilo. Começou assim, nesse meu total dilema. De falar: ‘Meu deus, acho que não dou conta disso’. Mas já tinha aceitado, não tinha nada a fazer a não ser todo dia respirar fundo, entrar naquele estúdio e dar o meu melhor“, completou.

Reynaldo Gianecchini, Carolina Dieckmann e Vera Fisher protagonizaram o sucesso de Manoel Carlos, “Laços de Família”. (Foto: Reprodução/ TV Globo)

Na época, Gianecchini tinha 28 anos e atuava no Teatro Oficina quando foi descoberto pelo produtor de elenco Luiz Antônio Rocha, que o viu trabalhando em uma peça. O ator ficou super animado com a ideia de trabalhar com Vera Fisher. “Aceitei muito na coragem. Poderia ser um trabalho para nunca mais. Poderia ser linchado para sempre. Tinha tudo para dar muito errado. Você não faz um protagonista das 21h sem experiência e passa ileso por isso. Hoje em dia, acho que teria sido melhor estrear com experiência. Sempre indico isso: estudem. Eu cheguei muito despreparado, mas fui corajoso, fui querendo aprender a profissão. Isso me salvou“, pontuou.

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O ator, entretanto, consegue enxergar algumas qualidades em sua falta de experiência. “Vejo hoje que era muito verde, mas gosto do meu olhinho de ator. Acho que passei uma fragilidade para o personagem, um brilho de quem está genuinamente ali, sem truque. Isso fez com que o Edu chegasse ao coração das pessoas. Eu tinha uma ingenuidade, uma pureza e uma falta de malícia. Isso, de certa forma, contribuiu para o sucesso”, afirmou.

Confira a chamada da reprise de “Laços de Família”:

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Ainda em recordação da época de “Laços de Família”, o ator contou que estranhou até o título de galã que recebeu depois da obra. “Eu nunca fui padrão de beleza. Nunca fui aquele cara que sai na rua e todo mundo fala: ‘Nossa, que cara lindo’. Claro que não. Eu me achava um cara legal, bacana. Alguém boa praça, que tentava ser simpático com as pessoas e tinha um jeito afetuoso. Me achava ok. Eu não tenho nada que se considere uma beleza gritante. Por exemplo, olho azul, boca grande. Meu rosto é normal, tenho cabelo castanho, olho castanho, boca normal. Tanto que a frase que mais ouvi na minha vida foi: ‘Nossa, fulano é muito parecido com você’. Então, até aquele momento, eu não era um padrão de beleza, um símbolo sexual, imagina“, pontuou.

Gianecchini entrega que até hoje, 20 anos depois de sua estreia na TV, ainda não gosta de ver seus trabalhos. “Eu fiquei me criticando a novela inteira. Até hoje nunca é confortável me ver, principalmente fazendo novela, que não temos tempo para elaborar e gostaríamos de fazer com mais calma sempre. Eu me critico muito, mas hoje em dia eu também sei olhar as coisas legais que consigo fazer. Porque a gente sabe a dificuldade de entregar uma cena boa“, disse. E bota coisa boa nesse currículo, viu!

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