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Vídeo: Policiais são chamados por família para acalmar homem negro com problemas mentais, e o encapuzam e debocham; Vítima morre por asfixia

Em uma nova onda de protestos, cidadãos norte-americanos voltaram às ruas para pedir justiça por Daniel Prude, homem negro de 41 anos, morto por asfixia em 30 de março, sete dias após ter seu rosto coberto e pressionado por dois minutos contra o chão, durante abordagem policial.

Nessa quarta-feira (2), foram divulgados registros que mostram o momento exato em que autoridades da Polícia de Rochester (Nova Iorque) algemam e colocam uma espécie de capuz na cabeça de Prude, que estava nu, aos gritos, em meio à uma nevada. A vítima sofria de problemas mentais e, segundo o irmão dele, Joe Prude, estaria passando por um surto no fatídico dia. Isso fez com que o próprio recorresse aos policiais, visando ajudar o irmão.

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Nos registros – que são de revirar o estômago – é possível acompanhar Daniel atendendo às ordens de ficar no chão, porém agonizando ao ter seu rosto coberto, e suplicando aos agentes que o liberassem. “Fiquem longe de mim! Em nome de Jesus Cristo, eu rezo. Estou falando sério! Tirem essas algemas de mim! Me dá sua arma, vou precisar”, diz ele, em um trecho.

Segundo os policiais, o pano foi colocado no rosto de Prude numa tentativa de evitar que a saliva do preso, que estava cuspindo, atingisse as autoridades. A medida se tornou padrão com a pandemia do novo coronavírus e, na época do ocorrido, Nova Iorque vivia o início da fase mais grave do surto da doença. O que não faz parte dessa conduta era pressionar a cabeça contra o asfalto e ajoelhar-se nas costas da vítima, como foi feito. “Vocês estão tentando me matar!”, afligiu-se Daniel, diante dos policiais que chegaram a rir do homem se debatendo.

[Aviso: Os vídeos, a seguir, contém imagens fortes]

Minutos depois, Daniel parou de se mover. Ao perceberem que o corpo do preso estava muito frio, os agentes pediram que o atendimento médico fosse feito e, dali, o homem foi levado ao hospital por uma ambulância.

Daniel faleceu sete dias após o episódio. De acordo com a agência Associated Press, médicos apontaram a causa da morte como homicídio, em decorrência de complicações causadas por asfixia. Os exames ainda indicaram intoxicação por uma droga analgésica que causa alucinações como fator que teria contribuído para o óbito.

Daniel Prude morava em Chicago e havia acabado de chegar em Rochester para visitar a família. Em coletiva de imprensa feita nessa quarta (3), Joe desabafou sobre a perda trágica do irmão. “Eu telefonei para pedir ajuda para o meu irmão. Não para ele ser linchado. Vocês (policiais) estavam ali para protegê-lo. Como vocês ficam ali apenas vendo o pescoço do meu irmão sendo pressionado contra o chão? Como sentam com os joelhos em cima dele, enquanto ele estava indefeso, preso e nu no chão?”, questionou.

“Quantos mais irmãos vão morrer até a sociedade entender que isso precisa parar? O que me faz ser menos importante nessa sociedade? É porque minha pele é mais escura que a sua? Não me importa o que seja, somos todos humanos”, revoltou-se.

A investigação está a cargo da procuradora-geral de Nova York, Letitia James, visto que pela lei local, mortes de pessoas desarmadas em ações policiais vão para inquérito estadual. Apesar de ter acontecido em março, o caso de Daniel Prude vem à tona agora por conta das filmagens divulgadas pela família. A tragédia chega na esteira de outras vítimas negras da violência policial nos EUA, como George Floyd, também morto asfixiado em uma operação, e Jacob Blake, baleado sete vezes nas costas por autoridades.

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